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ALTERNATIVA(Andrade)
Aprendi meu amor Outros lábios beijar
Lábios que não são seus
É que a vida precisa seguir
E você vai comigo convir
Que se amor
Já não era o bastante
Para nós
Muito mais importante
É viver novo amor
Mas não queira
Saber dos meus passos
Pelo espaço
Que é do meu porvir
Deixo aqui
Um resto de saudade
Verdade
Eu também já senti
E se um dia
A tristeza vier
Então pode chorar
Se quiser |
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AVE MARIA(Andrade/Chimello)
Ah, ah ave! Ave Maria
Rogai por nós
Mãe do Senhor
Virgem Santa
de amor celestial
Vosso olhar, entre nós
É o nascer
De um riso eterno
Neste mundo
Que a nós conduz
E a nossa esperança
Salve, oh! Rainha
Mãe clemente
Vosso reino de amor e fé
Leva o mundo
Aos pés do Senhor! |
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BALAIO DE GATO(Andrade)
Refrão: Oxê, óxente
Oxá, xalá
Vem pra cá
num chamego e a gente
Vê depois
No que é que vai dar
Moça bonita
lá do meu agreste
Cabra da peste
no mundo da lua
Manda a saudade
morar numa estrela
pela fiúza
que a dor atenua
Oxê, óxente ...
Seca arretada
avexa o nosso caso
Caso com ela
Se a vida aprumar
Quem sabe até
se a elite morre
porre de chuva
nesse meu penar
Oxê, óxente ... |
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CANTO DE APRENDIZ(Andrade)
As nossas vaidades ficaram
na noite do tempo
E a luz da manhã
de outro tempo
brilhou como tal
Pra gente aprender os mistérios
da vida, das coisas
do mundo, da gente
Pra ser sinal e sal
E assim sendo fé
construir a virtude
Prezar o irmão
em qualquer latitude
No peito apagar
a centelha do mal
Que o homem de bem
é livre de alma e corpo
pra receber outra lição
E passa aprendiz
todos degraus da vida
p’ra retornar em perfeição
Que o homem de bem
é livre de alma e corpo
e sabe a reta que o conduz
E passa aprendiz
todos degraus da vida
pra retornar em plena luz |
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CURRICULUM VITAE(Andrade)
Menino ainda Traquinava ao deus dará
Quando vinha da escolinha
Na virada do espigão
E o pensamento
Cavalgava a ventania
Tudo quanto então queria
Asas à imaginação
E assim se fez
correndo atrás de bois e livros
Pés de café, lições do mundo
de coisa e tal, de tudo ou nada
Só pra virar da vida o rumo
descortinar mais horizontes
que os seus, tão perto
morriam cedo
no corte rude da velha enxada
Nesses caminhos
que cismou, tinha viola
E então só se fez cantador
Dos sonhos todos lá da roça
11° lugar 1° Festival da Música Sertaneja
de Franca - Rádio Difusora Franca, 2000 |
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DE COMO E PORQUE SILENCIOU A VIOLA DO JOÃO(Andrade)
O sertanejo não vai mais tocar viola
Que a sua mão é calo só do guatambu
I
Olha o cerrado
desbravado com talento
Produzindo alimento
cultivando a liberdade
Olha seu moço
a marmita do João
que chegou de caminhão
na primeira claridade
O sertanejo não vai mais tocar viola . . .
II
Se por acaso
no ocaso, no abandono
Ele um dia vira dono
de um pedacinho de chão
E falta chuva
e falta grana e falta tudo
E o solo assim desnudo
mata o sonho do João
O sertanejo não vai mais tocar viola . . .
III
Vão longe os dias
de alegria em que o roceiro
Dedilhando no terreiro
festejava o por do sol
Hoje o cansaço
dessa lida sem magia
Ofuscou-lhe a poesia
que engalana o arrebol
5° lugar no 1° Festival da Música Sertaneja
de Franca, da Rádio Difusora de Franca, 2000 |
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DEVANEIOS(Andrade)
Num sonho em cores que eu sonhei, poema
Era envolvente aquele olhar, se era!
Tinha sorrisos de alegria extrema
Inspiração da minha paz de primavera
Rimar seu corpo ardente então quisera
E na carícia do seu beijo, um tema
Ler mais que um sonho, ilusão mera
Por onde voa em fantasia o meu dilema
O que restou, porém, foi só lembrança
Desfazendo em saudade a esperança
Lá no peito da gente que definha
Onde eu quis mais fé pra nos buscar
Achei você que em fascínio sem par
Sorrindo, fugiu levando a fé que eu tinha |
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FELICIDADE(Andrade/Chimello/Carlos/Bassalo)
Felicidade É caminhar de pés descalços
Sentindo o vento
A despentear nossos cabelos
É estar com Deus
A cada instante
Quer de alegria ou dor
E nas manhãs de primavera
Contemplar a flor
Felicidade, é procurar
O amor de todo o sempre
Por onde o peito
Num sonho feito
Vai caminhando além
Sem mais porquê
Felicidade
É finalmente achar alguém
É caminhar
Na longa estrada
De mãos dadas com você |
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FRUSTRAÇÃO(Andrade/Chimello)
Busquei No compasso do seu coração
Um quê
P’ra fazer
Um hino em seu louvor
Assim
Declarei a ela o meu amor
Com palavras tão sinceras
Como iguais
Ninguém cantou
Mas quando terminei
Nosso samba, que maldade
Meu amor me abandonou
Sem querer
Quase eu chorei
Então
Fiquei só com a saudade
E o samba que era nosso
Para ela nem cantei |
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IDEAL DE LIBERDADE(Andrade)
Preciso sair Do lugar comum
Porém essa estrada
Não me leva a nada
Também eu não quero
Ir a lugar nenhum
Só quero ver e seguir
Essa coisa singela
Que é o sol renascendo
A cada manhã
Porque o sol é o alento
De todas as coisas
E não se importa
Se fazem maus ares
E nem pede nada
A nenhum dos czares
O sol é que sabe
o que é liberdade
E nasce
E renasce de novo
A cada manhã |
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LIRA DOS VINTE ANOS(Andrade)
Faz de conta que hoje é ontem
Sonha o sonho uma vez mais
Deixe que a alegria afronte
As intrigas tão banais
Tantas águas dessa fonte
Já rolaram, foi demais!
Inda há acordes no horizonte
Inspirando a nossa paz
Meus amores vão avante
Rumo à festa de diamante
Talvez alcance, talvez!
Aqui ou em outro plano
Se amanhã do palco o pano
Baixar solene e de vez
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RECOMPENSA(Andrade)
Sonhava em cores em plena madrugada
Quando acordou pra cumprir a sua sina
E comeu tantas injustiças requentadas
Numa lata de cera colmeína
E o sol castigou a pele clara
Nas mãos todo afeto pereceu
Pra que a esperança
Na expressão d’uma semente
Fosse ao solo e germinasse
E o milagre floresceu
Sonhava em cores ...
Depois veio o tempo de colheita
De festa, alegria e muito pão
Mas quem sonhava
Acordada pela vida
Ficou só e afora a lida
Só colheu desilusão
Sonhava em cores ...
1° lugar no 1° Festival da Música Brasileira
de Franca, da Rádio Difusora de Franca, 1999 |
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TRÊS COLINAS(Andrade/Chimello)
Arranjo, teclado, voz: Beny Chagas I
Longe de casa, uma lembrança
Que não se apaga do coração
Aqui distante, tudo é saudade
Da minha terra que lá deixei
Refrão:
Estou voltando
Pra rever minha cidade
Cada colina
Onde brinquei de pé no chão
Sentir no rosto
A brisa mansa dessas tardes
Que não se encontram
Pelas terras onde andei II
Minha cidade, ficou moderna
Foi o progresso quem desenhou
Outros encantos, que, iguais a tantos
Já não me deixam sair daqui
5° lugar Festival de Música Brasileira
da Fundação Mário Andrade/PM Franca |